O encontro anual do Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata, entre 18 e 20 de novembro, em Foz do Iguaçu, irá instituir o conselho formado por nomes de destaque do pensamento socioambiental latinoamericano que inspiraram a criação do Centro, como Carlos Galano (Argentina), Enrique Leff (México), Leonardo Boff, Marcos Sorrentino e Moema Viezzer (Brasil), e Oscar Rivas (Paraguai).
O encontro deverá reunir cerca de 60 participantes e será realizado paralelamente ao 6o Encontro Cultivando Água Boa, no Hotel Rafain Palace, e servirá também para avaliar as ações de 2009 e tratar do planejamento estratégico de 2010.
O Centro de Saberes é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com apoio da Itaipu Binacional, que reúne governos, instituições educacionais e ambientais, e ONGs da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, com o objetivo de promover a cultura da sustentabilidade através de um processo formativo conhecido como Círculo de Aprendizagem Permanente (CAP).
Em outubro, tiveram início os CAPs 3 no Brasil e na Argentina. Em dezembro, será a vez de Paraguai e Bolívia. Até o início do ano que vem, a expectativa é que o processo já tenha iniciado nos cinco países da Bacia do Prata, atingindo 4.500 pessoas em diversas comunidades da região..
O encontro anual do Centro será restrito a indicados pelos representantes de cada país, mas ao longo do ano são promovidos ao diversos cursos e palestras abertos ao público em geral. Para conhecer a agenda do Centro, basta acessar o site www.saberycuidar.org. O endereço deverá passar por uma série de melhorias em 2010, agregando uma séria de ferramentas de comunicação e divulgação de saberes socioambientais.
Como é a metodologia
Os CAPs são a principal metodologia de atuação do Centro para a divulgação dos saberes ambientais. O objetivo é formar cidadãos que vivem na Bacia do Prata, por meio de processos educativos que contemplem os princípios e valores dos documentos planetários para um futuro sustentável. A cada nível, os participantes multiplicam os conhecimentos por meio do efeito mandala.
O CAP 1 é formado pelo Conselho Diretor, Comitê Gestor, Assessores Técnicos e Secretaria Executiva (20 participantes dos cinco países).
O CAP 2 são gestores e técnicos, representantes de governos, da sociedade civil, da área de comunicação e das universidades (35 participantes – 7 por país).
O CAP 3 tem formadores e formadoras socioambientais de instituições governamentais, da sociedade civil e de ensino (150 pessoas, 30 por país).
O CAP 4 são comunidades de aprendizagem com saberes, acṍes e produtos de comunicação socioambiental (4.500 pessoas, sendo 900 por país).
Ao final do CAP 4, o Centro pretende formar comunidades de aprendizagem que valorizem seus saberes e práticas socioambientais e se capacitando para produzir, com os outros atores sociais, novos saberes e ações sustentáveis da Bacia do Prata.
(Divisão de Imprensa - Itaipu Binacional)